segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O MEIO MAIS UTILIZADO PARA A COBERTURA JORNALÍSTICA INTERNACIONAL DO CASO TSUNAMI NO JAPÃO







Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do título de Bacharel em Comunicação com habilitação em Jornalismo da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Professor Orientador: Dr. Ary José Rocco

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Consultório Médico na TV: um estudo de caso do programa Bem Estar




Artigo feito por Neuber Fischer, para crédito a disciplina Tópicos avançados gerais -Profª. Márcia Carvalho - Jornalismo - Fapcom 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Morgan Freeman interpreta Mandela em Invictus

Neuber Fischer

O veterano ator Morgan Freeman foi o escolhido, pelo não menos renomado diretor Clint Eastwood, para estrelar o filme Invictus. Na produção, Freeman interpreta o presidente Nelson Mandela. O longa traz a inspiradora história de como Mandela uniu forças com o capitão da equipe de rúgbi da África do Sul, Francois Pienaar, no filme interpretado por Matt Damon, para unir a nação que está dividida racial e economicamente após o fim do apartheid. Acreditando ser capaz de unificar a população por meio do esporte, Mandela apóia o desacreditado time da África do Sul na Copa Mundial de Rúgbi de 1995, que faz uma incrível campanha até as finais.

Morgan Freeman esteve na África do Sul em várias ocasiões, “estive lá no aniversário de 80 anos de Nelson Mandela, em 1998” conta Morgan. Por isso, criou uma relação de amizade com o líder sulafricano, que quando questionado sobre quem deveria interpretá-lo no cinema, não teve dúvida, respondeu, sem hesitação: "Morgan Freeman". O astro de Hollywood, inclusive, é bastante parecido fisicamente com Mandela, este foi outro motivo por ele ter sido o escolhido.

A ideia de perdão, apesar de não ter sido facilmente aceita na África do Sul pós-apartheid, foi o ponto chave do governo de Nelson Mandela, e é isso que mostra Invictus. “O perdão, como proposto na África do Sul por Mandela, significa riscar uma linha separando o presente e o futuro das faltas passadas e determinar que não se voltará para trás dessa linha. Que aqueles erros não serão repetidos” afirma Freeman.

Segundo Morgan, interpretar uma pessoa conhecida é mais difícil do que um personagem fictício. “Cada pessoa tem suas nuances, seus pequenos gestos, mas eles não são simples atitudes físicas. São manifestações de quem essa pessoa é em seu interior”. Interpretar para Morgan, que diz não ser intelectual, é algo intuitivo. Ele lê o roteiro, compreende a cena e aguarda a ordem de “ação” do diretor. “É simples assim para mim” diz sem modéstia.

Baseado no livro do escritor John Carlin “Conquistando o Inimigo – Mandela e o Jogo que Uniu a África do Sul”, o filme coloca o esporte como peça fundamental na união de um povo. Apesar de todas as diferenças de cor, religião e nível social, naquele momento eram todos unidos pela vitória do time de rúgbi. “Uma arena de esportes é um campo de batalha. Mas, quando a guerra termina, todos ainda estão de pé, talvez um pouco machucados, com algum sangue derramado, mas vivos e capazes de saudar a batalha como justa” finaliza Freeman.

Matéria produzida para crédito à disciplina Técnicas de Edição. Prof. Wagner Belmonte - 7ª período FAPCOM 2011

A que ponto chegou a educação pública no Brasil

Enquanto o governo publica dados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que sinaliza avanços no setor, não é isso que se vê na prática. O que se comprova são alunos que passam de ano sem ter merecimento, professores desmotivados e escolas em situações precárias. Diariamente crianças e jovens frequentam as escolas de todo o país, algumas bem estruturadas com programas de inclusão da família na educação, horário integral e bons resultados. Mas o que se verifica de uma maneira geral são colégios deteriorados, alguns até mesmo sem carteiras, quadro e outras calamidades como goteiras, falta de banheiros, escassez da merenda e de professores, que lecionam para mais de uma turma de uma só vez e na mesma sala de aula.

Ao ver o estado da educação, a nostalgia traz lembranças de uma época em que estudar era para poucos, mas a educação era de qualidade, escola era lugar de disciplina, de aprender. Claro que também tinha defeitos como poucas escolas, vagas e abuso de autoridade de alguns mestres. Mas no geral se comparado com hoje, o passado está em vantagem. A rigidez de antigamente deu lugar a falta de controle dos profissionais de educação sobre os alunos. Crianças e jovens que sem cerimônia agridem os professores e saem rindo por não sofrerem nenhuma punição. Po essa razão, lecionar tem se tornando cada vez menos atraente e tarefa para homens e mulheres de coragem.

Mas o problema também passa pelo professor, que além de desestimulado pelas condições precárias de ensino e remuneração, muitas vezes é mal formado e vai para o mercado de trabalho sabendo pouco mais ou quase nada além do que seus alunos. Esse já é um problema do ensino superior privado, que por lucro a todo custo lotam salas de aula e formam profissionais com pouco ou nenhum preparo para ensinar.

Por falar em ensino superior, o Brasil sofre de um grande mal. Jovens de classe média e baixa estudam o ensino fundamental e médio, que como se vê não é de qualidade, em escola pública e depois quando podem, vão se formar profissionais em faculdades privadas, que em alguns casos são tão ruins quanto as tais escolas de educação básica pública. Por outro lado, os jovens que passaram a infância e adolescência, recebendo uma educação melhor em colégios particulares, são os que vão ocupar as cadeiras das universidades públicas, que por sinal são melhores do que as privadas, mas também têm sofrido com o sucateamento e a defasagem.

O problema como todos sabem, mas fazem questão de não enxergar, está no processo. A educação de uma pessoa começa do alicerce. Ensino infantil, fundamental e médio de qualidade, com professores qualificados e motivados, escolas com boa infraestrutura e gestão e métodos de avaliação mais eficientes. É preciso vontade, é inadmissível uma criança sair do pré de 6 ou 7 anos sem saber ler, escrever e fazer os cálculos básicos como adicionar e subtrair. Progressão continuada é um mal que precisa ser banido. Escola é lugar de educação e este processo precisa necessariamente de organização, disciplina, recursos humanos e infraestrutura. Buscar no passado referências de qualidade pode ser um meio para botar o ensino público de volta nos trilhos.


Artigo feito por Neuber Fischer, para crédito a disciplina Técnicas de Edição. Prof. Wagner Belmonte. Jornalismo - Fapcom 2011

A cobertura da imprensa é um reflexo da cultura

A cobertura do tsunami no Japão feita pela rede pública de televisão NHK teve como principal característica a informação oficial. E não poderia ser diferente, afinal, ela é a voz e a imagem do governo. A emissora deu ênfase ao terremoto seguido de tsunami, a destruição que isso trouxe para o país e as medidas imediatamente tomadas para conter as complicações decorrentes da tragédia. A NHK repercutiu o que era visível, cidades devastadas, mortos e desaparecidos. Já a mídia americana, europeia e brasileira, se baseou em informações de agências de notícias e correspondentes ou enviados especiais. Portanto, os profissionais buscavam dados além dos que eram perceptíveis e oficiais. Eles queriam proximidade com o público, com o interesse dos países de origem das empresas que representavam.

A diferença entre as coberturas oriental e ocidental é natural, é o reflexo de culturas díspares. No Japão, como afirma o jornalista Arthur Dapieve, “a mídia usa de insinuações, linguagem indireta, para não ferir o outro”. Nada de alardes ou narrações emocionadas, apenas informações úteis para pessoas que naquele momento estavam carentes de conforto, água potável, comida e a certeza de que podiam superar mais esse episódio na história do país. Segundo o repórter Hirouki Takeuchi, “a missão da imprensa era levantar o ânimo da população”.

Em um primeiro momento, a imprensa do Ocidente também repercutiu o desastre natural em si, mas assim que notícias sobre vazamentos radioativos de usinas nucleares, como Fukushima, vieram à tona, o foco mudou. A questão nuclear fez com que a imprensa americana e europeia deixasse em segundo plano os mortos, feridos e as cidades devastadas. Naquele momento a preocupação era a radioatividade e o medo de repetir o que ocorreu em Chernobyl. Esta é uma manchete do jornal The New York Times em 12 de abril de 2011: Japão eleva a 7 nível de acidente em usina nuclear. Severidade da crise em Fukushima é a mesma da central de Chernobylyl, em 1986. Compare com um destaque da NHK no mesmo dia: Japão aprova 4 trilhões de ienes (48 bilhões de dólares) para reconstrução após tsunami.

Mesmo com as informações oficiais de que tudo estava sob controle, os jornais ocidentais especulavam o perigo que não só os japoneses, mas o mundo todo corria com o vazamento radioativo. “A sociedade ocidental tende ao seu conforto e bem-estar e a mídia funciona como sirene, quanto mais é acionada, mais alto precisa soar”, como opina o jornalista Alberto Dines. Matérias sobre usinas locais na França, nos EUA e o retorno ao caso de Chernobyl tomou conta dos noticiários, inclusive no Brasil com a usina de Angra dos Reis. Enquanto isso no Japão, esse não era o foco da imprensa e o mundo perguntava o porquê do Japão não dar a dimensão devida ao caso das usinas. Mas o Ocidente se esqueceu que no Japão o alerta é dado antes e não depois que tudo ocorre. Isso é comum aos orientais, afinal o Japão é reconhecidamente uma nação preparada para problemas naturais, terremotos acontecem com frequência, vulcões estão em erupção por anos. E tais fenômenos nem os preocupavam, a engenharia ao longo do tempo criou mecanismos de proteção contra este tipo de situação. O povo é orientado para estes casos. O governo preparado para agir a qualquer momento. E isso naturalmente influência a vida das pessoas e a cobertura da mídia. O ponto chave para a imprensa japonesa foi a tragédia, extamente pelo fato deles não contarem com tamanha destruição, e não um desdobramento disso tudo, que foi o problema nas usinas e a radiação, até porque, segundo o governo japonês, os níveis de radioatividade não eram nada alarmantes, o contrário do que diziam organismos internacionais.

A NHK sempre mostrou um país sob controle. Por tudo que o Japão já sofreu como as bombas de Hiroshima e Nagasaki na segunda guerra, o povo japonês esta habituado a lidar com situações imprevisíveis. Eles sabem que a nação possui tecnologia suficientemente capaz de recuperar o que foi destruido, só não podem trazer de volta as vidas que se foram, mas a morte por lá também é vista de maneira diferenciada, é momento de júbilo e não de lamentação. Um exemplo claro da capacidade de recuperação dos japoneses é a reconstrução das estradas. No Brasil já se passaram meses do ocorrido nas encostas da região serrana, e tudo ainda continua no chão. No Japão áreas destruidas são incrívelmente refeitas, estradas são abertas em questão de horas. Tudo isso se reflete no comportamento da mídia local. O que é relevante para eles nem sempre é para o mundo. Alberto Dines afirma “no Japão é natural que as autoridades e os jornalistas recusem qualquer entonação alarmista, o povo é suficientemente sofrido e experiente para avaliar o que está acontecendo, não precisa ser sacudido artificialmente”.

Enfim, a NHK noticiou aquilo que precisava ser noticiado e não ficou fazendo sensacionalismo com as imagens chocantes. A intenção maior foi mostrar que o Japão é capaz de se recuperar com rapidez e competência de situações tão adversas e que o povo, não se desespera, mas espera na calma e tranquilidade de um país civilizado, onde a educação, o preparo dos profissionais que atuam nessas ocasiões é tão perfeito que não há o que temer. Apenas trabalhar para se recontruir e seguir em frente.

De tudo isso podemos tirar a conclusão de que a imprensa de cada país, de cada região repercute aquilo que a cultura local absorve. Para o Ocidente mostrar a devastação do tsunami não bastava para atrair o público, era preciso mais. Causar preocupação para vender. Alarmar o mundo com questões nucleares. Já no Japão mostrar a força e a resignação japonesas para superar mais uma tragédia era o mais importante. Não é a toa que são considerados um dos povos mais civilizados do mundo. Afinal, quem é que não sabe que o desepero não leva a nada. No Brasil sabemos que no geral, com raríssimas excessões, as coberturas de tragédias são emocionadas e voltadas para aquilo que toca fundo o público. Nos EUA, acostumados a situações cinematográficas, a imprensa segue a risca os moldes hollywoodianos. No Japão é diferente, a notícia é o fato e nada mais. Isso não quer dizer que a cobertura jornalística de lá é melhor do que a daqui. É apenas o reflexo da cultura, da necessidade do mercado.


Artigo feito por Ana Carolina Cavallaro e Neuber Fischer, para crédito a disciplina Tópicos Específicos - Prof. Wagner Belmonte - Jornalismo - Fapcom 2011

Rafinha Bastos é a pessoa mais influente do Twitter no Mundo

Neuber Fischer


Conhecido nacionalmente por apresentar os programas CQC e A Liga da Band, Rafinha Bastos, 34 anos, é um gaúcho que cresceu fazendo humor. Eleito recentemente pelo jornal americano The New York Times a pessoa mais influnente do Twitter, no mundo, o comediante fez das ferramentas da internet o seu trampolim para o sucesso.

Ligado no mundo online, o apresentador não desgruda do microblog, está a todo momento postando mensagens que rapidamente se espalham pelos seus seguidores e formam uma onda nacional. Isso faz dele um sucesso entre os mais diversos públicos. “Reconheço o valor que tenho por fazer uma informação bombar na internet. Tenho orgulho por tudo ter acontecido sem nenhum freio, censura.”

Rafinha, que não sabe contar piada, cria suas tiradas de maneira espontânea, ao ver uma situação na rua, no trabalho, em qualquer lugar. Segundo ele é algo automático, “meu humor tem 140 caracteres, é dinâmico, autoral e criativo. Você não vai me ouvir contando uma piada e dizer: Ah, essa já ouvi.”

Bastos veio para São Paulo tentar a vida igual a tantos outros brasileiros, e como se sabe o início não costuma ser fácil. Antes de chegar na televisão, foi vendedor de roupas em shopping e guarda-volumes em supermercado. Mas ele não desistiu, e soube usar a web como aliada para uma carreira meteórica. “Tudo o que aconteceu na minha vida saiu da minha cabeça. Ninguém me olhou, achou bonito ou me colocou no ar por ter dois metros de altura. Não sou filho de famosos, vim para São Paulo ferrado e as coisas deram certo por minha criatividade e por esse bichinho chamado internet. Não tem como não me sentir satisfeito e especial” conta.

Além de humorista e apresentador, Bastos é formado em jornalismo. A semente do stand up comedy foi plantada por ele e mais cinco pessoas em São Paulo e quatro no Rio. Em 2004, de cada três sessões, uma era cancelada por falta de público. “Foi um processo de descoberta e fracasso”, afima. Nessa época, Rafinha chegou a trabalhar como narrador de telessexo. Ele gravava histórias e diálogos eróticos. “Era divertido e rendia R$ 150 por hora. Éramos três caras e três mulheres. Fiquei seis meses lá. Pulei fora no dia em que criaram uma história de um travesti chamado Rafaela.”

Por seu humor sarcástico e irônico, Rafinha coleciona alguns desafetos, mas garante que não perdeu amigos. Dono de um estilo prepotente e arrogante ele justifica que é assim por ter feito tudo sozinho, confiado em suas próprias ideias. “É um defeito, mas não um problema. Não acho que devo perdê-lo.” Esse seu jeito nunca o atrapalhou, pelo contrário, foi o que o trouxe até aqui. E ácido Rafinha finaliza , “não pretendo mudar tão cedo!”


Matéria produzida para crédito à disciplina Técnicas de Edição. Prof. Wagner Belmonte - 7ª período FAPCOM 2011

A pizzaria do Congresso Nacional

Os exemplos vindos do Congresso Nacional não são nada animadores. Difícil cobrar dos cidadãos honestidade, dignidade, ética, moral e civilidade quando os representantes do povo não honram a família e a sociedade, muito menos os votos que receberam.

Na Câmara e no Senado, com raríssimas exceções, quem ocupa as cadeiras, são suspeitos de crimes pequenos e grandes, investigados pela polícia e processados pela justiça. Mas o pior é que maior do que todos esses índices, é o número de políticos, criminosos impunes. A pizza rola solta em Brasília, de diversos sabores, tamanhos, com e sem borda. Os excelentíssimos senhores que circulam pelo corredores projetados por Oscar Niemeyer, não dão a mínima para o que pensam quem votou neles.


A justiça, já desacreditada, não oferece perigo para quem faz as leis. A imprensa denuncia, mostra a cara do meliante, mas de nada adianta, volta e meia eles renunciam, raramente são cassados. Mas basta a poeira baixar para eles voltarem. Como diz o ditado o bom filho a casa torna. Se esse for o mal, se o sistema for realmente o problema, o causador de tudo, aquele que corrompe, definitivamente é o caso de mandar fechar, extinguir.


Vira e mexe estão criando CPIs, inúteis, diga-se de passagem. Fazem o maior alarde, atraem os holofotes da mídia, ficam em evidência por meses e no final vem a notícia. Não deu em nada! O Congresso se tornou a maior pizzaria do mundo. O forno aceso funciona 24 horas por dia, 7 dias na semana e 365 dias no ano. Mesmo quando não tem nínguém trabalhando. Até porque é dificil alguém trabalhar por lá.


O brasileiro que já é um dos maiores consumidores, no planeta, da redonda italiana, não pode se orgulhar de ter nessa saborosa massa a imagem da política e da justiça nacional.


Artigo feito por Neuber Fischer, para crédito a disciplina Técnicas de Edição - Prof. Wagner Belmonte - Jornalismo - Fapcom 2011

Jogadores sofrem cada vez mais com lesões

Neuber Fischer


Os jogadores de futebol têm sofrido lesões com mais frequência do que gostariam os clubes. O motivo para tantos problemas de fraturas, rompimentos, luxações e outros diagnósticos podem ser vários. Atualmente, a maior parte das lesões não está relacionada a pancadas, mas sim a movimentos de rotação e explosão muscular. Segundo uma pesquisa do setor de ortopedia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) as lesões por choque entre jogadores (as chamadas contusões) representaram apenas 24,1%, contra 39,2% de lesões musculares, 17,9% de torções e 13,4% de tendinites. Além disso, o estudo apontou que 72,2% das lesões ocorreram em membros inferiores, com predomínio na coxa (34,5%), no tornozelo (17,6%) e no joelho (11,8%).

"A cada 6 segundos o jogador faz um movimento inesperado. Articulações e músculos foram feitos para mexer, mas o ser humano ultrapassa os limites de movimentação do seu corpo e aí ocorrem as lesões", diz o ortopedista Joaquim Grava. Médico do Corinthians há mais de 30 anos, ele já operou craques como Raí, Vampeta, Ronaldo Fenômeno, Kleber, Marcelinho Carioca e mais recentemente o recém-contratado pelo Timão, Adriano.

Um estudo dos médicos ingleses Richard Hawkins e Colin Fuller, publicado no British Journal of Sports Medicine, mostrou que 71% das lesões ocorridas na Copa do Mundo de 1994 aconteceram em lances não assinalados como faltas, o que indica que o maior inimigo do atleta é a competividade do futebol moderno. "O movimento não precisa ser brusco para machucar. Muitos rompem o ligamento cruzado (do joelho), por exemplo, por causa de um movimento sozinho", conclui Joaquim Grava.

Atualmente a excessiva carga de treinos e de jogos são contribuintes efetivos nos casos de lesões. “O corpo do jogador, mesmo aquele que está em forma, não resiste a tantos jogos seguidos. São muitas competições” afirma o médico. Alguns jogadores chegam a fazer 3 partidas por semana, sem contar os treinos, o stress muscular chega ao extremo após os 90 minutos de jogo. “O problema é o banco de reserva, os treinadores não conseguem escalar um time homogêneo com 22 atletas em pé de igualdade. Assim, o craque do time sempre fica sobrecarregado” finaliza Grava.


Matéria produzida para crédito à disciplina Web Writing. Prof. Rovílson - 7ª período FAPCOM 2011

A América Latina no Caderno Mundo da Folha de S.Paulo





Artigo feito por Neuber Fischer, para crédito a disciplina Tópicos avançados gerais -Prof. Rovilson Brito - Jornalismo - Fapcom 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Jovens gastam como gente grande

Com apetite de consumo maior que o da média da população, o jovem brasileiro sabe onde e o que comprar

Neuber Fischer

Eles são verdadeiras maquinas de consumo. Um estudo realizado com garotas e rapazes no Brasil mostra que sete em cada dez jovens afirmam gostar de fazer compras. Desse grupo, quatro disseram ter grande interesse pelo assunto. O resultado da pesquisa feita pela TNS Research International, traz resultados significativos: os jovens brasileiros lideram o ranking de consumo, deixando para trás franceses, japoneses, argentinos, australianos, italianos, indianos, americanos e mexicanos.

A pesquisa constatou que 37% dos jovens fazem compras em shoppings, contra 33% dos adultos. Os jovens brasileiros gastam a maior parte do que ganham com roupas e acessórios. O estudo foi feito com pessoas com idades entre 12 e 19 anos das classes A, B, C e D que vivem no Sul, no Sudeste, no Nordeste e no Centro-Oeste. De todos os analisados, apenas 19 por cento possuem aplicação em caderneta de poupança.

Nem sempre os mais novos adquirem produtos mais caros, mas, proporcionalmente, têm maior afinidade com as vitrines. A lista de vantagens dos adolescentes sobre outros públicos é relevante: eles vão mais vezes ao cinema, viajam com maior freqüência, compram mais tênis, gostam mais de roupas de grife, mais caras que as similares sem marca famosa, consomem mais produtos diet, têm mais computadores, assistem a mais DVDs e vídeos e, só para terminar, são mais vorazes na hora de abocanhar balas, chicletes e lanches. Esta é a razão pela qual metade deles estoura a mesada ou o salário antes do final do mês.

O poder de consumo dos jovens

O poder dos adolescentes sobre o mercado vai longe. Pessoas com menos de 25 anos trocam de aparelho celular uma vez por ano, as mais velhas, a cada dois anos. Em relação às bicicletas, só para citar mais um exemplo, a situação é semelhante. Os adolescentes não são os maiores compradores do setor, mas aposentam uma bike a cada quatro anos. Os mais velhos só mudam de selim de sete em sete anos. Diante de tantas evidências, não causa surpresa que o gasto médio das famílias brasileiras seja maior nas casas em que moram adolescentes de 13 a 17 anos. Nesses domínios, a lista dos cinco produtos mais consumidos traz, em primeiro lugar, o leite longa vida. Depois vêm os refrigerantes. Nos lares com jovens entre 18 e 24 anos, a hierarquia é surpreendente. O refrigerante lidera o ranking, seguido por leite, óleo vegetal, cerveja e café torrado, o que explica o fato de a Coca-Cola ter no Brasil seu terceiro maior mercado em todo o mundo.

Os jovens são um filão que anima vários setores da economia. Há em curso uma corrida para conquistar o coração dessa rapaziada e o bolso dos pais. As grandes marcas desenvolvem estratégias milionárias para tornar esse público fiel desde já. A maior parte do que se produz no mercado publicitário, que movimenta 13 bilhões de reais por ano, tem como alvo a parcela de 28 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 22 anos. É esse grupo que fornece boa parte do ideário da propaganda, enchendo os anúncios com mensagens de liberdade e desprendimento. Mostra-se extraordinária também a influência que essa molecada exerce sobre as compras da família. Oito em cada dez aparelhos de som só saem das lojas a partir do aval da ala jovem do lar.

O consumo começa cada vez mais cedo

Nos dias de hoje, um indivíduo é considerado consumidor aos 6 anos. Nesse momento as crianças começam a ser ouvidas na hora de tirar um produto das prateleiras do supermercado. Para cada dez crianças de até 13 anos, sete pedem itens específicos às mães. O poder jovem também se nota na hora de esvaziar o carrinho no caixa. Um quarto do que é registrado foi pedido pela garotada. As crianças e os jovens são educados para que tenham autonomia, opinião, poder de decisão. Eles aprenderam a decidir o que comprar.

Adolescentes planejam gastar 50% a mais em 12 meses

Pais de adolescentes, preparem os bolsos. Segundo pesquisa da TNS Research International, os brasileiros com idade entre 12 anos e 19 anos, que gastam em média R$ 50 por semana (R$ 200 por mês), esperam aumentar em 50% os desembolsos nos próximos 12 meses. Em 2010, o valor mensal era, em média, de R$ 90. Esse universo representa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 32 milhões de pessoas que, no ano passado, gastaram cerca de R$ 32 bilhões.

De acordo com o levantamento, no Nordeste o gasto é menor, de R$ 31 por semana, enquanto no Sudeste as despesas chegam a R$ 54. A pesquisa foi feita em dezembro do ano passado com 1,5 mil jovens das classes A, B, C e D, moradores das nove regiões metropolitanas, além das principais cidades do interior.

Matéria produzida para crédito à disciplina Web Writing. Prof. Rovílson - 7ª período FAPCOM 2011

A verdade dos fatos nem sempre é o que diz a imprensa ocidental

A civilização ocidental sempre se informou sobre os acontecimentos do mundo, inclusive dos fatos ocorridos no Oriente, pelo ângulo de interesse do Ocidente. No Brasil, por exemplo, quando ainda estudantes, as pessoas estudam temas como a Pré-História, o Egíto, a Grécia, o Império Romano, a Europa de uma maneira geral, as Américas e a África. Mas, quando o assunto são as as nações orientais, no máximo dá-se uma pincelada na China comunista, na revolução Russa e no Japão destruído pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki na 2ª guerra mundial. E é durante o segundo conflito global que começa a tomar corpo a hegemonia da informação ocidentalizada, ou melhor, norte- americanizada.

Embora a Alemanha esteja além do Meridiano de Greenwich, portanto é um país oriental, ela possui economia, cultura e sociedade ocidentalizada. Mas isso não impediu que a civilização ocidental a visse como vilã das duas grandes guerras. No império germânico construído por Hitler, a história confirma que a ampla maioria da população teutônica era a favor de seu líder e sua política de espaço vital e preservação da raça ariana. É o que consta na mais completa biografia sobre o Führer, escrita por Ian Kershaw. Mas nem toda essa popularidae foi capaz de impedir que países da Europa ocidental e os EUA, com aquela história de que a Alemanha representava um risco ao mundo, caissem em cima da República de Weimar, até que ela fosse destruída e desmoralizada. O mundo todo sabe que Hitler matou muitos judeus, cerca de 6 milhões, mas o número de pessoas que perderam a vida na 2º Guerra foi ainda maior, aproximadamente 60 milhões. Ou seja, os EUA, França e Inglaterra declararam guerra a Alemanha por discordarem de sua política expansionista e xenofóbica, mas com isso causou uma tragédia ainda maior. Mas informações com esse viés são protegidas para não sujar o nome dos EUA e seus aliados. E a imprensa do resto do mundo se cala diante do poder do gigante americano.

Depois desse episódio, tantos outros ocorreram. Dois exemplos são ligados ao período da Guerra Fria, quando os EUA e a extinta URSS diputavam o posto de mais poderosos do mundo. Um dos casos é o embargo a Cuba, que até hoje vive sérias consequências desse isolamento, com sua imagem relacionada ao regime comunista no Ocidente. Não dá para esquecer a guerra do Vietnã, conflito em que os americanos se meteram e deixou o saldo de mais de 1 milhão de mortos e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos econômicos gravíssimos ao Vietnã. A própria população americana foi contra o governo, mas os EUA, mesmo depois do fracasso, continuou com a política de intervir em nações alheias e omitir informações relevantes sobre seus procedimentos. Mais recentemente, após o 11 de setembro de 2001, uma avalanche de malidicências sobre o Oriente encobriu o Ocidente. A imprensa ocidental, como sempre refém do poderio norte americano, seguiu a cartilha do presidente dos EUA. O Afeganistão foi tachado como o culpado pelo atentado terrorista que derrubou as torre gêmeas. Os americanos invadiram o território afegão em busca dos culpados, milhares de civis foram presos, torturados e mortos, como revela o documentário, vencedor do Oscar em 2008, “Táxi para a Escuridão”. O governo americano queria encontrar os culpados e mostrar para o mundo quem é que manda. Nesse processo, até hoje, os EUA não conseguiram capturar Osama Bin Laden, principal acusado pelos atos terroristas, e muito menos destruir o Talibã, regime fortemente armado que domina parte do território Afegão. Mas a imprensa cega, surda e muda, não sabe de nada, quando sabe não revela e quando revela já é tarde demais.

O tratado de Genebra, criado em 1954, jamais foi respeitado pelos EUA, que por debaixo dos panos, tentam encontrar culpados para os crimes que supõem. Guatánamo, Bagram e Abu Ghraib viraram cenário para os norte-americanos fazerem aquilo que era feio, errado, criminoso quando feito por outra nação como a Alemanha e as execuções de judeus nos campos de Auschwitz. As atrocidades praticadas pelos soldados americanos nesses locais não são menos graves do que as que os nazistas submeteram aos judeus. Afogamento, choque, humilhação, queimaduras, entre outras práticas de torturas são comuns entre os militares americanos e os prisioneiros de guerra. Mas tudo fica em sigilo, sob a proteção do Pentágono.

A ganância e o poder levaram os EUA a perderem todo e qualquer escrúpulo. Eles fizeram a cabeça do mundo, afirmaram com toda convicção que o Iraque de Saddam Hussein tinha armas nucleares. Foram lá, derrubaram Saddam, mataram milhares de civis e nada foi encontrado. O líder iraquiano foi julgado e executado. Não se justificam todas as atrocidades cometidas por esse ditador, mas cada um que cuide do seu. As nações são autonômas, tais intromissões só causam a desgraça, está mais do que provado. Em 2011, os EUA meteram a colher no Egito até derrubar o presidente Mubarak, seguido da Líbia de Muammar Kaddafi, que ainda sofre com a intervenção militar da tal “Liga do Bem”, formada pelos mesmos protagonistas de sempre (EUA, França e Inglaterra).

A explicação para a distorção das informações, do Oriente do mal para o Ocidente do bem, pode estar na fonte de informação dos acontecimentos internacionais. A maior parte do conteúdo dessa editoria tem origem nas agências de notícias. Agora adivinhem de onde são tais agências.

O repórter de internacional, João Batista Natali, afirma isso no seu livro Jornalismo Internacional: “Ao longo da história as agências disputaram a posição de fonte de informação mais importante do planeta. A França, o Reino Unido e os Estados Unidos foram países em ascensão no momento em que a industrialização os projetava e também pelo poderio de sua imprensa. Em outras palavras, a história do jornalismo internacional é de algum modo a história dos vencedores.”

Os países desenvolvidos controlam praticamente o circuito mundial de notícias, através de oito agências, editam 83% dos livros publicados no mundo e controlam as maiores agências de publicidade do globo. As oito agências que ditam o rumo do noticiário internacional são a francesa Agence France Presse (AFP), as norte americanas CNN, United Press Internacional (UPI) e Associated Press (AP), a inglesa Reuters, a italiana ANSA e a alemã DPA, às quais se poderia acrescentar a espanhola EFE, além de algumas menores, mas igualmente baseadas nos países desenvolvidos. Falando assim fica óbvio descobrir que a imprensa brasileira e ocidental reproduz o que querem os “donos do mundo”.

Artigo feito por Ana Carolina Cavallaro e Neuber Fischer, para crédito a disciplina Tópicos Específicos - Prof. Wagner Belmonte - Jornalismo - Fapcom 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Programa Versus


Versus: Programa de entrevista produzido para crédito a disciplina Entrevista em TV - Prof. Vanderlei - Fapcom 2010.

O MEIO MAIS UTILIZADO PELA FOLHA DE S. PAULO E O ESTADO DE S. PAULO NA COBERTURA INTERNACIONAL



Artigo feito por Neuber Fischer, para crédito a disciplina Tópicos avançados gerais - Prof. Rovilson Brito - Jornalismo - Fapcom 2011

domingo, 3 de outubro de 2010

Espiritualidade invade as telas

Neuber Fischer

Os temas ligados a espiritualidade e ao mundo sobrenatural, nunca estiveram tão em alta na produção audiovisual brasileira como nos últimos tempos, são novelas, seriados e filmes, todos baseados em histórias espíritas. Os mais recentes e que têm tido grande repercussão junto ao público são os longas “Chico Xavier” e “Nosso Lar”, a novela “Escrito nas Estrelas” e o seriado “A Cura”.

Lançado no primeiro semestre deste ano, o filme “Chico Xavier”, de Daniel Filho, descreve a trajetória do maior médium brasileiro, que viveu 92 anos e desenvolveu importante atividade espírita e filantrópica. O longa é um dos maiores sucessos do cinema nacional, nas telonas foi visto por mais de três milhões de espectadores, arrecadou quase 30 milhões em bilheteria e é um dos DVDs mais vendidos do ano até o momento. “O filme é uma história de emoção, Chico era um santo, mas também um homem” diz Daniel Filho.

Baseado no mais bem sucedido livro psicografado pelo médium Chico Xavier que já vendeu cerca de dois milhões de exemplares, “Nosso Lar”, que estreou nos cinemas em três de setembro, mostra a cidade espiritual para onde vão aqueles que começam uma nova jornada de autoconhecimento, de acordo com a doutrina da reencarnação. A produção do filme custou R$ 20 milhões, muito dinheiro para o cinema nacional. Os efeitos visuais foram criados no Canadá, onde "Nosso Lar" também foi finalizado. "A gente usou todos os tipos de técnicas de efeitos visuais que existem e criou mais de 300 cenas com algum nível de inserção visual", afirma o diretor Wagner Assis. Por tudo isso se espera que o filme alcance grande sucesso e supere em muito o investimento feito. “As questões abordadas na história são filosóficas, morais, espirituais e fazem parte de qualquer filosofia de vida”, conclui o diretor do filme.

“Escrito nas Estrelas”, novela de Elizabeth Jhin, com direção de Ricardo Gomes, exibida no horário das seis pela TV Globo, une espiritualidade e ciência, a trama questiona os limites entre os planos físico e espiritual e debate os avanços da ciência genética. Questões que servem como pano de fundo de uma grande história de amor e que tem conquistado audiência média de 30 pontos, números expressivos para a atual fase da dramaturgia “global”. Segundo a autora a missão da novela é enfocar a espiritualidade no seu sentido amplo, aquela que existe dentro do homem desde que ele se pôs de pé e conseguiu olhar para o alto. “Escrito nas Estrelas mostra uma espiritualidade ligada à alegria e ao amor entre as pessoas” conta.

O seriado “A Cura” traz não só a questão sobrenatural através de curas milagrosas, mas o suspense de um thriller psicológico sem o apelo do realismo fantástico. Escrito por João Emanuel Carneiro e estrelado por Selton Mello e grande elenco, a série de nove capítulos que foi ao ar nas noites de terça-feira, atraiu o público com audiência média de 20 pontos, foi aclamada pela crítica e já é considerada a melhor exibida pela TV Globo em 2010.

Mas antes dessa leva impressionante de títulos voltados para a espiritualidade o Brasil teve outras produções que também fizeram grande sucesso, em 1994 a TV Globo lançou a telenovela “A Viagem” um marco da dramaturgia nacional. Escrita por Ivani Ribeiro e dirigida por Wolf Maya, a novela contou a história da vida além da morte e o amor eterno, profundamente baseados no kardecismo.

Em 2008 foi o filme “Bezerra de Menezes” que conta a vida do espiritualista cearense que dá nome ao longa, um dos mais renomados e conhecidos do país, que alcançou grande êxito, teve um público de mais de 500 mil pessoas e até o momento já vendeu mais de 40 mil DVDs. Luiz Eduardo Girão, um dos produtores da fita afirma que "O público está cansado de filmes de favela, cheios de violência, vão vir muitos outros filmes espiritualistas por aí, é a nova tendência do cinema brasileiro", prevê.

Para a Federação Espírita Brasileira (FEB), que bancou parte da produção de Nosso Lar, “o cinema e a televisão são vitrines preciosas para a divulgação da nossa filosofia, são canais de divulgação e transmissão de cultura” diz Geraldo Campetti, diretor da FEB.

O presidente da FEB, Nestor Masotti, diz por que histórias do mundo sem barreiras entre mortos e vivos atraem tanto público. "Todos nós, de uma forma ou de outra, sempre ficamos esperando ou pelo menos imaginando o que pode ocorrer depois da nossa morte física”.

O mercado televisivo e cinematográfico já descobriu que o assunto interessa e rende altas bilheterias e audiências, portanto novas produções virão no futuro, vale lembrar que o público brasileiro é um grande consumidor de livros também voltados para o espiritismo, então se no mundo o que está em voga é a adaptação de obras literárias para as telonas e telinhas aqui não seria diferente.


Matéria produzida para crédito à disciplina Jornalismo Cultural - 6ª período FAPCOM

A Sociedade do Telejornalismo - Apresentadores Estrela

Neuber Fischer

Há algum tempo, a televisão vem se firmando como principal meio de comunicação de massa, é nela que grande parte da população busca informação e entretenimento. Com isso, cada vez mais ela dita as regras, não só do que deve ser visto como informação, mas ela mesma adquire status de informação em outros meios. Esse movimento demonstra a dominação da TV sobre as demais mídias. “Os profissionais de rádio e impresso se informam pela televisão...” (RINCÓN, 2003, p. 47 apud HAGEN, 2008, p. 29).


Com a relevância dos telejornais, os apresentadores também ganham rótulos de artistas, fazem editoriais de moda, concedem entrevistas, falam sobre a vida pessoal, abrem suas casas, frequentam festas e se tornam alvos das colunas sociais e de fofocas. “Deixam de ser os produtores da informação para ser a própria notícia” (HAGEN, 2008, p. 30). Esta situação nos faz lembrar o que acontecia com as estrelas hollywoodianas dos anos dourados, e assim como eles, os jornalistas se tornam modelos de conduta para o público. Da mesma forma que a sociedade em geral, os jornalistas também têm problemas de família, profissionais, etc. Quem melhor administrar essa realidade, se tornar um mito, uma referência. Assim, está explicitado um conflito da imagem dos jornalistas enquanto estão na TV, ocupando um espaço do real, sendo amparados e legitimados pelo discurso da verdade, e “paradoxalmente, fora do universo televisivo, constroem uma vida espetacular, justamente no que o senso comum convencionou chamar de “vida real’” (HAGEN, 2008, p. 31). Desta forma glamourizam o ponto em comum entre o jornalista e o público, o cotidiano, de onde, por sinal, o jornalismo tira sua matéria prima.
Este conflito gera a questão: como é possível aos jornalistas, preocupados com a verdade, objetividade e imparcialidade, se deixarem levar por aquilo que renegam, tornando-se a notícia. O objetivo deste artigo não é apontar nomes, mas compreender o processo de construção dos apresentadores-estrelas.


Isso se dá pelo “entrelaçamento entre o jornalismo e as estruturas míticas, que de forma simbiótica, atua subjetivamente na construção dos indivíduos” (HAGEN, 2008, p. 31).


Algumas pistas estão no fazer profissional do jornalismo, o acontecimento, o quanto mais raro mais importante. O pensamento mítico que fundamenta e articula o fazer da notícia. Acontecimento, jornalismo e construção do pensamento se encontram. Ao trabalhar com o racional, o dia-a-dia, os jornalistas não param de pensar em fatos que lhe chamam atenção, fatos estes que também atraem o público.


O discurso racional e o subjetivo se misturam, um complementa o outro e agem sobre o pensamento humano sem percebermos. “Comunicação é mito...” (TÁVOLA, 1985, p. 225 apud HAGEN, 2008, p. 34) e essa é a base do jornalismo.


O jornalismo é compreendido pela teoria construcionista, com as rotinas de trabalho sistematizadas e os modelos noticiosos predefinidos. Mas essa interação ultrapassa o espaço da redação e abrange as fontes de informação, outros jornalistas e profissionais de outras categorias.


Ao se aceitar a notícia como produto cultural tem-se um resultado que ordena o imprevisível e o inesperado que serão processados em notícia. É preciso compreender o jornalismo como construção a partir de possibilidades mediadas e nunca de afirmativas absolutas. O jornalismo não se constitui em um discurso de primeira mão, ele incorpora a fala de outras áreas. É nessa interação, na apropriação de múltiplas vozes, que o fazer jornalístico se apresenta genuíno, detentor do espaço que ocupa, o porta voz da sociedade. E ao ocupar esse espaço os jornalistas se reconhecem como tal. O locutor que fala é legitimado pelo lugar que ocupa, o jornalista em relação ao público, a autoridade que tem ao falar para o outro.


Temos assim o discurso jornalístico como produtor de sentidos. O desafio do jornalista é escolher o que falar. Um mesmo discurso pode ser dito de diversas formas, gerando infinitas interpretações.


O jornalista acredita ser dono de um discurso isento e objetivo, quando na verdade carrega na subjetividade. Escolhe, processa, redige e apresenta a notícia ao seu modo. Vale lembrar que o jornalismo é sempre um discurso sobre algo ou alguém. Busca-se a realidade, quando só é possível tocar o real.


É interessante observar como o jornalismo atua na confirmação de um discurso, nos desdobramentos dos fatos, esse movimento causa a sensação de familiaridade com o leitor, pela repetição, dando ao jornalista a crença de que sabe o que fala e com quem fala. Situação em que o “eu” e o “tu” podem trocar de lugar. É o que faz o jornalista acreditar que conhece seu público mesmo sem ter contato com ele.


É impossível deixar de lembrar que os jornalistas ao trabalharem com a construção da notícia, tornam-se “mestres” no uso da paráfrase, a repetição. Ao mesmo tempo em que se utilizam da polissemia para dizer o mesmo de forma diferente.


A pragmática da profissão se expressa através de uma base discursiva, o fazer buscar forma e/ou conteúdo para se manter em concordância com o público. Público esse, que nada mais é do que uma posição de sujeito que os próprios jornalistas ocupam quando interagem com as outras mídias ou com veículos concorrentes aos seus. Mas, saindo da posição de espectadores e voltando a ocupar o espaço do jornalista, não tem como impedir que o imaginário da posição de “público” reforce ou transforme o sujeito-jornalista.


Essas formas míticas, travestidas de informação, ganham o status de notícia. “Assim, com o verniz de legitimidade, não causam estranhamento em uma época que profere o discurso da racionalidade, conseguindo atuar sobre um campo que pretensamente tenta negá-la” (HAGEN, 2008, p. 42).


Isso só é possível porque, ao reproduzir uma ideia, o jornalismo tenta imputar ao discurso uma verdade única e incontestável. É essa credibilidade – jornalistas que avalizam jornalistas – que ganham contornos únicos na mídia que trata de famosos e personalidades, pois mantém intacta, a pretensa credibilidade e objetividade da informação, sem deixar de oferecer uma dose de espetáculo. Isso possibilita, que ao contrario dos famosos, os jornalistas recebam um status de “únicos” de uma “sobrepersonalidade”, unindo o que dois mundos têm de mais marcante: o glamour e o marketing de um, com a credibilidade e a veracidade do outro, o atestado de que tudo que fazem é real, inclusive as possíveis estratégias de marketing.


Decifrar a sutileza desse movimento... é compreender uma das vertentes do jornalismo praticado hoje, sem desprezar uma tendência que parece ganhar cada vez mais espaço na mídia nacional (HAGEN, 2008, p. 43).


Resenha produzida para crédito à disciplina Telejornalismo, do 6º período do curso de jornalismo FAPCOM.

Revista Ferrovia




Artigo produzido para a Revista Ferrovia, em parceria com grandes profissionais do setor, sobre os maiores metrôs do mundo. Páginas 46 a 60.

IGREJA

Neuber Fischer

No centro das cidades, calma ou agitada. Em cima do morro, na planície ou depressão.

As igrejas com torres pontudas se mostram imponentes e despertam a emoção.

As ruas largas ou estreitas, em pé ou deitadas, de asfalto ou paralelepípedo cortam lado a lado, atrás e na frente e servem de trilha para a procissão.

Casas novas e antigas emolduram o cenário, e o comércio vai cercando dividindo a atenção.

Tem criança, tem senhora, tem cachorro e caminhão.

O sino de hora em hora se harmoniza com as buzinas e o relógio marca o tempo de quem tem pressa ou não.

Na Praça tem pipoca, algodão doce e diversão, tem a fonte que jorra água e toca música de montão.

Tem estátua, placa e árvores que fazem a decoração.

A luz hoje clareia e faz a vez de lampião.

O banco dos namorados hoje também serve de cama para o pobre cidadão.

A Matriz de Ouro Fino, grandiosa aos 261 anos, homenageia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima com grande devoção.

A Catedral Metropolitana, dedicada a Bom Jesus, marca o centro da Pouso Alegre em expansão.

Santa Rita do Sapucaí, singela, a igrejinha atrai devotos em forma de multidão.

O moderno e o antigo, da Soledade a Agonia, se unem em Itajubá e traz purificação.

O gótico, o romântico, o barroco e o eclético se misturam na arquitetura rica em traços de várias mãos.

Seja o cristo, a cruz ou outra imagem, sempre ao alto da igreja convida o visitante e abraça a população.


Poema feito para o trabalho de exposição fotográfica "Jeitinho Mineiro" para crédito à disciplina Tópicas Especiais A da Profª Patrícia do Prado Marques.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

IBGE prepara censo 2010

Neuber Fischer

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se organiza para o Censo Demográfico Geral do Brasil deste ano, para isso realizou de abril a maio de 2010, em algumas cidades, entre elas Ouro Fino, uma pré-coleta de dados, a cidade recebeu cinco agentes, que percorreram todo o município e colheram informações para o cadastro de endereços urbanos, além da atualização dos mapas que vão ser utilizados na próxima etapa, a partir de agosto.

Rafael Marques dos Santos, agente censitário municipal, responsável pelo posto de coleta instalado em Ouro Fino explica que a pré-coleta é uma operação de campo. “Nossos supervisores foram a todos os setores urbanos e rurais, fazendo um levantamento de endereços com a finalidade de atualizar o nosso cadastro e consertar alguns erros na base cartográfica, para depois o recenseador poder percorrer todo o município sem deixar nada de fora”. A cidade foi dividida por setores censitários. “Pegamos o perímetro urbano, dividimos em pedaços, do tamanho que um recenseador conseguisse fazer a coleta no prazo máximo de trinta dias".

A fase da coleta, entrevistas domiciliares, será realizada em Ouro Fino por 30 recenseadores que serão treinados e contratados em julho. O processo seletivo foi realizado em 30 de maio e o resultado vai ser divulgado a partir de 1º de julho. A pesquisa é realizada de casa em casa, entrevistando ao menos um morador do domicílio com condições de prestar as informações. Nesta etapa, de 1º de agosto ao final de novembro, o IBGE visita os domicílios de todo o Brasil.

Segundo Rafael, o censo demográfico é o processo de contar e obter informações sobre as características dos habitantes de um País. É realizado decenalmente e está sob administração do IBGE desde 1940. No entanto o primeiro Recenseamento Geral do país foi realizado em 1872.

“Os resultados do censo demográfico são utilizados, entre outros objetivos, para tomar decisões que afetam cada município, cada estado, ou seja, o País inteiro” afirma Rafael. Entidades das três esferas de governo federal, estadual e municipal, empresas, universidades, centros de estudo, organizações e associações comunitárias estão entre os muitos grupos que utilizam as informações do Censo Demográfico para propor e definir políticas públicas e planejar serviços que beneficiam toda a população.

Quase todos os países fazem, com regularidade, os seus levantamentos demográficos em cada década, contam seus habitantes e obtêm informações que permitem identificar as suas características como idade, sexo, cor, religião, educação, trabalho, migração, entre outras, “conhecer em detalhes as condições em que vive a população e os seus níveis de desenvolvimento socioeconômico, assim como traçar um retrato abrangente e fiel da realidade nacional é o objetivo da pesquisa”, declara o agente.

As questões que serão investigadas no Censo Demográfico 2010 são produtos de amplas consultas e debates com representantes da sociedade brasileira e órgãos técnico-governamentais, sendo o IBGE o articulador deste processo.

O conjunto dos dados coletados e trabalhados estatisticamente vai permitir segundo Rafael, o conhecimento da realidade brasileira nos seguintes aspectos: tamanho e composição da população; situação habitacional; características gerais da população; movimentos migratórios; nível de instrução; nupcialidade; fecundidade; força de trabalho; padrões de rendimentos individual e familiar.

O agente censitário conta que os dados estatísticos levantados pelo Censo tem seu sigilo assegurado pela Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968, e não poderão ser objeto de certidão, nem, em hipótese alguma, servirá de prova em processo administrativo, fiscal ou judicial. “Ou seja, o resultado das entrevistas não será usado para fins tributários, nem a prefeitura terá acesso individualizado a elas”.

Rafael ressalta que em nenhum momento os entrevistadores do IBGE solicitarão o fornecimento de documentos pessoais, como CPF, RG, título de eleitor, número de contas bancárias, cartões de crédito, etc. “Os entrevistadores estarão identificados com crachás e coletes azuis com a logomarca do IBGE. Qualquer dúvida o morador pode solicitar a identificação do entrevistador e acionar o 0800 218181 e confirmar se aquela pessoa é funcionário do IBGE”, conclui. Informações também podem ser obtidas pelo site http://www.censo2010.ibge.gov.br e em Ouro Fino pelo telefone 3441- 9300 ramal 23.

Matéria produzida em 2010 para crédito a disciplina Jornalismo Especializado - Cotidiano, da Profª. Ana Eugenia Nunes de Andrade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Crochê movimenta a economia de Inconfidentes

Neuber Fischer

Inconfidentes, cidade com cerca de oito mil habitantes, localizada no Sul de Minas Gerais, integra o Circuito das Malhas e se tornou nacionalmente conhecida pelo crochê que produz. O artefato que ainda é feito manualmente por crocheteiras, homens e mulheres, corresponde, direto ou indiretamente, junto com as malhas e teares, por quase 80 % da economia local e gera trabalho e renda para aproximadamente 90 % dos moradores da região.

A cidade abriga cinco fábricas de linhas e barbantes, que são usados na confecção de telas, caminhos e outros artigos. São 22 malharias e uma dezena de lojas especializadas em crochê. Além de teares e fabricas de tapetes.

Para mostrar seus produtos para todo o Brasil, a Prefeitura Municipal, juntamente com a Câmara dos Vereadores e Associação Comercial de Inconfidentes, realiza anualmente, no mês de junho, a tradicional festa “CrocheMalhas”. Este ano, a nona edição do evento, vai acontecer do dia dois a seis de junho e vai contar com stands de exposição de mais de 30 empresas, além de desfile de moda e show com cantores locais e de renome nacional. Nando Reis, ex titãs, se apresenta na cidade no dia 05 de junho.

Segundo José Valmei Bueno, Chefe do Departamento de Cultura e Turismo de Inconfidentes, a prefeitura municipal vai gastar cerca de R$200 mil na festa, com todo o investimento espera-se que o retorno seja positivo para o benefício dos comerciantes da cidade. “Nossa expectativa é a melhor possível, pois o município sobrevive basicamente da produção de malhas, crochê, tapetes, teares e artesanatos”, acrescenta.

A cidade espera receber nos cinco dias de festa entre 20 e 30 mil pessoas, que vão poder conferir os produtos expostos e comercializados, que serão o crochê, as malhas, os tapetes, os teares, os artesanatos, roupas e produtos da culinária local.

Esta feira, é uma oportunidade para os produtores do município mostrarem a qualidade de seus trabalhos para milhares de visitantes da Crochemalhas. “O objetivo é que o evento seja "uma vitrine" para os empresários da cidade mostrarem sua produção para a região e para o Brasil. Certamente, muitos turistas que visitam a feira retornam a cidade em outros períodos do ano e isso movimenta a economia”, afirma o chefe do departamento de cultura e turismo.

Valmei conta que os comerciantes da cidade estão bastante animados com o movimento que a festa do crochê e das malhas trará para a cidade. “É certo que o comércio da cidade é muito beneficiado com este evento, pois tanto a feira quanto as lojas da cidade recebem grande número de visitantes”.

O objetivo da prefeitura e da Associação Comercial é trazer e fidelizar os turistas que vem para a cidade, assim a economia se torna cada vez mais sustentável. “E Este objetivo será alcançado”, confirma José Valmei.


Matéria produzida em 2010 para crédito a disciplina Jornalismo Especializado - Economia, da Profª. Ana Eugenia Nunes de Andrade.


IFSULDEMINAS sedia Fórum Municipal de Educação


Neuber Fischer

O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, em inconfidentes, em parceria com a Secretaria de Educação da cidade, promovem o 2º Fórum Municipal de Educação.

O evento vai acontecer nos dias 28 e 29 de maio no prédio central do Instituto. Com o objetivo fundamental de sensibilizar professores, gestores e estudantes de educação, além de oferecer palestras e oficinas, para os participantes.

O tema do Fórum é “Educação e Emancipação”. Lidiane Teixeira Brasil Mazzeu, professora e coordenadora dos cursos de licenciatura do Instituto, afirma que discutir educação, mesmo em eventos de pequena amplitude, exige estudo e reflexão para fundamentar o que se espera com a atividade, a escolha do tema que norteará a indicação dos nomes dos conferencistas, dos participantes de oficinas e mini-cursos, mesas redondas e dos demais aspectos que constituem sua organização. “O tema “Educação e Emancipação” surgiu a partir da necessidade de discutirmos o papel da educação escolar na formação humana com professores da rede pública, no sentido de afirmar a importância do ensino de conteúdos teórico-científicos como condição para emancipação dos indivíduos”. Essa concepção encontra-se fundamentada em obras de Dermeval Saviani.

Para o Professor e Diretor de Desenvolvimento Educacional Isaías Pascoal, o Fórum de Educação deste ano é uma continuação do primeiro, realizado no ano passado, quando a temática foi "Educação e Humanização". Neste ano, para fortalecer a reflexão do Campus sobre o processo educacional, e para apoiar a introdução dos cursos de licenciatura, a realização do Fórum se tornou estratégica. “O Campus Inconfidentes tem uma boa relação com os poderes públicos municipais. O diálogo tem sido constante e o Fórum é fruto disto” declara.

Segundo Isaías, eventos assim levam ao aprofundamento da reflexão sobre a educação. “Educação não é um processo simples, embora pareça ser. Envolve relações humanas complexas, variadas. Utiliza-se de processos e tecnologias diversos. Visa fins que precisam ser constantemente avaliados. Sem reflexão, o processo educativo pode tornar-se prisioneiro de si mesmo”.

A expectativa maior é que a comunidade educacional do Campus Inconfidentes, da rede municipal, dos cursos de licenciatura e de outras instituições aproveitem o máximo as atividades do Fórum para enriquecer suas concepções e práticas de educação.


Matéria produzida em 2010 para crédito a disciplina Jornalismo Especializado - Cotidiano, da Profª. Ana Eugenia Nunes de Andrade.